A crucificação aproxima-se

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Sexta-feira da quinta semana de quaresma

Os judeus pegaram pedras para apedrejar Jesus. Jesus lhes respondeu: “Mostrei-lhes muitas boas obras de meu pai. Para qual destes você está tentando me apedrejar? ”João 10, 31-32

À medida que nos aproximamos da Semana Santa e da Sexta-feira Santa, começamos a ver que o ódio estava crescendo em direção a Jesus. Assim como vimos na reflexão de ontem, isso não faz sentido. Odiar a Jesus e desejar apedrejá-lo até a morte é um ato da maior irracionalidade. Mas isso é o que aconteceu. Pouco a pouco, aqueles que eram contra Jesus cresceram em ousadia até que chegou o dia final quando Ele deu a Sua vida por nós e voluntariamente abraçou a Sua morte.

Nas próximas duas semanas é bom enfrentar essa irracionalidade e perseguição. É bom ver o ódio de tantos e nomeá-lo pelo que é. Não, não é um pensamento agradável, mas é realidade. É o mundo em que vivemos. E é uma realidade que todos nós enfrentaremos em nossas vidas.

Quando confrontar o mal e a perseguição, devemos fazê-lo como Jesus fez. Ele enfrentou sem medo. Ele enfrentou com a verdade e nunca aceitou as mentiras e calúnias que tantos jogaram nele.

O fato é que quanto mais nos aproximamos de Deus, maior a perseguição e o ódio que encontraremos. Mais uma vez, isso pode não fazer sentido para nós. É fácil pensar que, se estivermos próximos a Deus e lutarmos pela santidade, todos nos amarão e nos louvarão. Mas não foi assim para Jesus e não será assim para nós também.

Uma chave para a santidade é que no meio da perseguição, sofrimento, dificuldades e tristeza, permanecemos firmes na verdade. É sempre tentador pensar que devemos estar fazendo algo errado quando as coisas não acontecem do nosso jeito. É fácil ficar confuso com as mentiras e calúnias que o mundo nos lança quando tentamos defender a bondade e a verdade. Uma coisa que Deus quer de nós, no meio de nossas próprias cruzes, é purificar nossa fé e resolver permanecer firme em Sua Palavra e Verdade.

Quando nos deparamos com alguma cruz ou alguma perseguição, pode ser como ser atingido na cabeça. Podemos nos sentir como se estivéssemos atordoados e podermos entrar em pânico e medo. Mas estes são os tempos, mais do que qualquer outro, quando precisamos nos manter fortes. Precisamos permanecer humildes, mas profundamente convencidos de tudo o que Deus nos disse e revelou. Isso aprofunda nossa capacidade de confiar em Deus em todas as coisas. É fácil dizer que confiamos em Deus quando a vida é fácil, é difícil confiar nEle quando a cruz que enfrentamos é muito pesada.

Reflita, hoje, sobre o fato de que não importa qual seja a sua cruz, é uma dádiva de Deus na qual Ele deseja fortalecê-lo para algum propósito maior. Como São João Paulo, o Grande disse repetidamente durante seu pontificado: “Não tenha medo!” Enfrente seus medos e deixe Deus transformar você no meio deles. Se você fizer isso, descobrirá que suas maiores dificuldades na vida realmente se tornam suas maiores bênçãos.

Senhor, ao nos aproximarmos da comemoração do Seu próprio sofrimento e morte, ajude-me a unir minhas cruzes ao Seu. Ajude-me a ver na minha luta diária a sua presença e força. Ajude-me a ver o propósito que você tem para mim em meio a esses desafios. Jesus eu confio em vós.