Cidadania recompensada

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Certa vez, na antiguidade, um rei quis fazer um teste com os seus cidadãos. Determinou que, à noite e sigilosamente, fosse colocada uma grande pedra no meio de uma estrada, e que alguém ficasse escondido ali perto, observando as reações dos transeuntes.

O trabalho foi feito. Quando o dia amanheceu, veio um grupo de homens a cavalo. Contornaram a pedra e foram embora.

Depois veio uma carruagem. O cocheiro, com dificuldade, conseguiu desviar-se da pedra e também continuou sua viagem.

Veio um grupo de jovens a pé. Alguns, por esporte, pularam por cima da pedra, outros a contornaram, e também continuaram sua viagem.

Em seguida, veio um senhor com uma enxada nas costas. Ao ver a pedra, largou a enxada, abaixou-se e, reunindo todas as suas forças, rolou a pedra para a beira da estrada.

Viu que havia embaixo dela um embrulho. Abriu-o e, para surpresa sua, descobriu que era um pacote de ouro de alto valor. Dentro estava o seguinte bilhete, com o selo real: “Todo este ouro é de quem removeu esta pedra da estrada”.

Quantas vezes nós encontramos pessoas em necessidade no nosso caminho, e não as ajudamos, perdendo assim a oportunidade de ganhar um tesouro: “Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá o dinheiro aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me” (Mt 19,21).

Não vamos terceirizar os problemas, deixando para outros resolverem.

Deus quer todas as pessoas no seu Reino. E esse Reino tem um Rei, que é Jesus, e tem também uma Rainha, Maria Santíssima. Vamos, como filhos, colocar a nossa vida nas mãos dela, pedindo-lhe que nos ajude a ser bons cidadãos do Reino do seu Filho.