Criança não tem respeito humano

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Livro para catequese

Certa vez, um pai de família fez o Cursilho de Cristandade. Terminados os três dias de encontro, ele chegou em casa entusiasmado. Na hora da refeição, ele disse: “De hoje em diante, todos os dias nós vamos rezar antes das refeições. E sou eu que vou puxar a oração, porque disseram lá que o pai é na família o que o padre é na igreja”. Assim fizeram durante vários dias.

Num domingo, veio um amigo dele visitá-lo, o qual não era muito de Igreja. Quando chegou a hora do almoço, o pai ficou com vergonha de rezar na frente do amigo, e simplesmente o convidou para se sentar e servir-se.

O seu filhinho de cinco anos disse: “Paiê, o senhor não disse que ia rezar todos os dias antes da refeição?”

O pai deu um sorrisinho amarelo e acabou rezando, na frente do amigo.

“Se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras, o Filho do Homem também se envergonhará dele quando vier na sua glória” (Lc 9,26).

Cristo venceu, mas ele não foi medroso nem teve vergonha de mostrar as suas convicções. O respeito humano é uma grande barreira para acolher a graça de Deus.

Que acolhamos os alertas de Deus, que nos vêm até através da inocência de uma criança.

Maria Santíssima nunca teve vergonha de mostrar publicamente a sua fé. Assim como Maria apoiou a Igreja nascente, logo após a ressurreição de Jesus, pedimos a ela que nos ajude também a sermos testemunhas corajosas do seu Filho.