Dia dos Pais: semana da família

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Dia dos Pais: semana da família
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O segundo domingo de agosto é dedicado aos pais, vivos ou falecidos. É o papai quem junto à mamãe nos deu, como canal do dom de Deus, a vida biológica e também nos levou, com nosso padrinho e madrinha, à pia batismal a fim de que, ali, pelo sacramento do Batismo, nos tornássemos filhos no Filho (Gl 4,5), ganhando uma nova mãe (na vida sobrenatural): a Igreja.

Ora, falar de pai, mãe e família monogâmica e estável constituída por um homem e uma mulher, de acordo com o projeto de Deus, nos dias de hoje, parecemos adentrar em uma utopia de uma era passada e que não volta mais, tamanhos são os ataques desferidos contra o matrimônio, instituição natural elevada, por Cristo, a sacramento.

Não obstante ao ataque contínuo do que se chama de “politicamente correto”, a Igreja, Mãe carinhosa, tem o dever moral, diante de Deus, de lembrar a cada homem e a cada mulher que “a família é a célula mãe da sociedade”, que “o futuro da humanidade passa pela família” e que, portanto, ela é instituição fundamental para a sobrevivência da vida social e religiosa. É, via de regra, no seio da família, que são formadas pessoas boas ou problemáticas, a serem ajudadas.

O Papa Francisco ressaltou que: “O pai deve estar presente na família, que seja próximo da mulher, para compartilhar tudo, alegrias e tristezas, fadigas e esperanças. E deve estar próximo dos filhos em seu crescimento: quando brincam e quando se empenham, quando ousam ou hesitam, quando erram e voltam atrás. Pai presente, sempre! Presente não significa controlador, pois pode anular o filho”, advertiu. O Papa Francisco cita também como exemplo o pai da parábola do filho pródigo. “Quanta dignidade e ternura naquele pai que espera à porta de casa que o filho regresse!”. Segundo Francisco, um bom pai sabe esperar e sabe perdoar e corrigir com firmeza, sem sentimentalismos, refletiu. Por fim, o Pontífice garantiu a proximidade da Igreja a todos os pais: “A Igreja, portanto, está empenhada em apoiar com todas as suas forças a presença generosa dos pais nas famílias, porque eles são para as novas gerações custódios e mediadores insubstituíveis da fé na bondade, na justiça e na proteção de Deus, como São José”

Daí a Igreja, sem deixar de entender e de tentar acolher aquelas famílias que vivem em situações difíceis, do ponto de vista moral, canônico ou social e buscar entender cada realidade subjetiva, não deixa, nem poderá deixar, do ponto de vista objetivo, de pregar que Deus criou homem e mulher e no matrimônio já não são dois, mas uma só carne. E mais: o que o Pai celeste uniu, o homem não pode separar (cf. Gn 1,27; Mc 10,9).

Seja, portanto, o dia dos pais e a semana da família tempo forte de reflexão!

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