Flores em agradecimento a estrume

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Livro para catequese

Havia, certa vez, duas senhoras vizinhas que viviam em pé de guerra. Uma se chamava Maria e a outra Paula.

Um dia, a Maria encontrou-se com a Paula na rua e lhe disse: “Eu convido você a esquecermos nossas desavenças e vivermos em paz uma com a outra”. A Paula concordou.

Mas, em casa, a Paula pensou: A Maria está querendo me aprontar alguma coisa. Vou me adiantar e dar-lhe o troco.

Arrumou uma cesta, encheu-a de estrume de vaca, cobriu com papel de presente e em cima colocou um cartão dizendo: “Este presente é para selar o nosso compromisso de paz”. E pediu a uma pessoa que o levasse para a Maria.

A Maria recebeu com muita gentileza a cesta e pediu à pessoa que transmitisse à vizinha o seu agradecimento. Colocou o estrume nas flores do seu jardim.

Algumas semanas depois, ela mandou para a Paula uma linda cesta com flores perfumadas, e um cartão com as seguintes palavras: “Estas flores eu lhe ofereço em prova da minha amizade. Foram cultivadas com o presente que você me deu.”

Há pessoas que não sabem construir a fraternidade nem ser solidárias. Junto a essas pessoas, nós precisamos ser como a Maria: Transformar estrumes em flores.

Cada um dá o que tem de melhor dentro de si. “Não se colhem figos de espinheiros, nem uvas de urtigas. Quem é bom tira coisas boas do tesouro do seu coração. Mas quem é mau tira coisas más do seu tesouro, que é mau” (Lc 6,44-45).

“O amor tudo desculpa, tudo compreende, tudo espera, tudo suporta. O amor não acabará nunca” (1Cor 13,7-8).

A pessoa dá o que tem de melhor.