O coelho, o cão e os vizinhos

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Havia, certa vez, dois vizinhos que eram muito amigos. Ambos dividiam o quintal. Um tinha um coelho solto no quintal, do qual as crianças gostavam muito.

Um dia, o outro vizinho ganhou um filhote de cachorro pastor alemão. As crianças dele ficaram preocupadas, com medo de o cão atacar o coelho. Mas o dono do cachorro acalmou seus filhos dizendo: “Não há perigo. Ele é filhote, logo os dois se acostumarão juntos e farão amizade”.

De fato isso aconteceu. Os dois animais brincavam juntos no quintal.

Numa sexta-feira à tarde, o dono do coelho viajou com a família para uma praia. No sábado de manhã, o cão entra em sua casa, abatido, e trazendo o coelho morto nos dentes, todo sujo de terra. Seu dono lhe deu uma enorme surra.

Pegaram o coelho morto, deram um banho nele e o guardaram numa caixa de papelão, no fundo do quintal.

Quando, no domingo, a família chegou, foram logo contar a tragédia. Mas eles explicaram: “Não foi o cachorro que o matou! O coelho morreu na sexta-feira, e antes de viajar nós o enterramos no fundo do quintal!”

Certamente o seu amigo foi procurá-lo, não o encontrou, e o localizou, pelo faro, debaixo da terra. Cavou com as patas e o trouxe nos dentes, a fim de partilhar com seus donos a sua tristeza. E em troca, coitado, levou a surra!

Quantas vezes acontece com pessoas isso que o pobre cãozinho sofreu, isto é, ser considerado culpado de um erro que não fez. Por isso, o melhor é deixar o julgamento para Deus e tratar a todos com misericórdia.

Maria Santíssima é Mãe, e toda mãe é compreensiva com os erros dos filhos. Mãe de misericórdia, rogai por nós.