A opção das diferenças

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A opção das diferenças (entre GOSTAR e AMAR)

Há uma grande diferença entre GOSTAR e AMAR. Você gosta de laranja? Sim? Então responda o que é feito do bagaço? Vai para onde? Ah! Para a lixeira. Quando nós gostamos, nós não cuidamos. Pelo contrário, fazemos da mesma forma que agimos com o bagaço de laranja. Outra coisa: gostar é algo opcional. Às vezes sentimos antipatia por alguém e por isso não gostamos. Fazer o quê?

Quando se trata de amar, tudo muda, e muda de forma radical. Amar não se trata de uma OPÇÃO, mas de uma firme DECISÃO. Jesus não nos manda gostar dos inimigos, de pessoas que nos tratam mal, ou nos fazem um grande mal. Jesus manda que nós os amemos. Se você ama as pessoas que lhe tratam bem, que elogiam a sua maneira de ser, sua honestidade, a sua família… É muito fácil pra você amar estas pessoas. Mas o Caminho de Jesus aponta para o Monte Calvário, para a cruz. Sem a radicalidade do Amor poderemos até nos dizer cristãos; porém, não poderemos jamais assumir a postura de seguidores ou discípulos do Mestre.

Portanto, não é o “gostar” que nos torna Filhos de Deus, mas o “amar.” O amor é compreensão, renúncia, perdão, misericórdia. Um amor que se gasta, que se desgasta para iluminar. “Vós sois a luz do mundo.” E a lâmpada não ilumina sem se gastar. “Vós sois o sal da terra.” A fim de que o sal possa dar gosto ao alimento, ele desaparece. Faz-se necessário que o nosso AMOR para com os irmãos seja semelhante ao “amor da luz e do sal.” E se porventura, assim não for, jamais seremos Filhos do nosso Pai que está no céu “e faz cair a chuva sobre maus e bons, justos e injustos.” TOME POSSE!

Fonte: Mateus 5,43-48

Paz e Luz

Antonio Luiz Macêdo

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Conta-gotas Do Dia a Dia (no final da página)

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Antonio Luiz Macêdo