Os ensinamentos de Jesus

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Os ensinamentos de Jesus
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Quem traduz os ensinamentos de Jesus na própria vida, Deus se revela a ele lhe iluminando a mente

Deus precisava mesmo criar alguém que pudesse conhecê-lo plenamente para poder comunicá-lo aos homens. Por isso tinha que ser do alto, como Ele, mas também humano como nós. O pecado nos havia colocado ao nível tão abaixo de Deus, a ponto de não conseguirmos entender o amor Dele por nós. Basta lermos o AT para percebermos como Deus era visto: como o legislador, o justo que castigava o não justo. Até hoje muitas gente acredita que o sofrimento é castigo de Deus. Ora, Deus não castiga ninguém, nós é que colhemos os frutos daquilo que plantamos e, muitas vezes precisamos sofrer para nos endireitarmos e crescermos espiritualmente.

O sofrimento de Jesus nos ensina que todo sofrimento é uma contingência da vida, não um castigo. As aflições são contingências da vida que nos leva a vitória e Deus é capaz de fazer a felicidade de uma aparente tristeza, de uma tribulação. Em nossas tristezas e na falta de sentidos há como que um pedido de socorro de nossa alma, um desejo mudo de um bem ausente que os bens terrenos por mais que sejam, não responde. É preciso nos elevar para entender que só Cristo em sua humanidade enaltecida salva o humano, porque Deus o criou para essa finalidade, para responder a todas as nossas indagações definitivamente. Nós, humanos temos aversão ao sofrimento e diante dele culpamos Deus, mas a agonia que Jesus viveu aceitando o sofrimento, mesmo contra a sua vontade, deixando prevalecer a vontade de Deus nos indica que é na vontade de Deus que está a redenção. Por isso a cruz de Cristo representa a maior expressão de amor de Deus pela humanidade. Pois para nos curar de nossas mazelas e sairmos vitoriosos precisamos passar por tribulações. Veja como é a cura do câncer por exemplo: o tratamento é doloroso mas necessário.

O próprio Evangelista João ou quem traduziu o texto, tinha uma idéia um pouco difusa de quem era Deus ao colocar como pronunciado por Jesus a frase: “…quem rejeita o Filho não verá a vida, pois a ira de Deus permanece sobre ele.”

A vida da qual Jesus fala é a vida plena e as pessoas que vivem buscando seguir os ensinamentos de Jesus sabem muito bem o que é isto. Quanto a ira, Deus não se enraivece Ele simplesmente sabe de tudo antes que aconteça e nada do que fazemos lhe é novidade, Ele é guiado pela lei do amor e tudo o que vem Dele é amor. Mas Ele criou leis próprias para sempre resgatar a pessoa do homem lhe dando mais e mais oportunidades, quantas forem necessárias, a fim de salvá-lo.

Deus não tem limite para Jesus e revela-lhe tudo de uma forma ampla. Quanto a nós, que somos humanos e terrenos, precisamos estar na terra, mas com sentido no alto, em Deus, seguindo os ensinamentos de Cristo.

A existência de Jesus supera os limites humanos, pois suas raízes estão no próprio Deus do qual emerge a sua divindade. Nas palavras de Jesus contém sua origem. Sua origem celeste e sua superioridade em relação a todos fazia-o tão próximo de Deus a ponto de revesti-lo dos atributos próprios da divindade.

O testemunho de Jesus era rigorosamente verdadeiro. Não aceitá-lo corresponderia a rebelar-se contra o próprio Deus. Afinal, Jesus recebera do Pai um mandato específico. Rejeitá-lo significaria rejeitar quem o enviou.

Na experiência da vida de Jesus, está o amor do Pai pelo Filho. E este amor foi tão intenso que o Pai não hesitou em colocar nas mãos do Filho, inclusive o poder de julgar a vida de quem se negar a crer nele. Mas não é julgar a vida negando-lhe a vida não. Crer é condição para se ter vida plena, feliz, e poder viver o Reino de Deus já aqui na terra. Crer em Jesus é como um atalho para se viver feliz, mas o crer exige comprometimento, do contrário é hipocrisia, é falsidade.

O Pai que Jesus nos mostra não o Deus que expulsou Adão e Eva do Paraíso não, foram eles que se distanciaram a ponto de perderem-se e perderem o Paraíso por escolha própria. É o homem que sempre escolhe como viver a vida e Deus não interfere nessa escolha, mas a lei do amor de Deus que rege tudo sempre tem uma resposta de amor a dar e aquilo que achamos ira de Deus é uma grande oportunidade que estamos tendo. Deus é o Pai que ama o homem e coloca nele o centro de suas atenções.

É, a partir do conhecimento de Jesus que conhecemos a Deus. Ao assumirmos as palavras de Jesus como palavras do próprio Deus, o Espírito Santo alarga nosso entendimento para a verdade de Deus e deixamos de pertencer mais às coisas da terra, porque assumimos novos valores e encontramos uma nova motivação para viver: a motivação das coisas do alto. A intensidade com que vivemos do amor que emana de Deus, através das palavras de Jesus, nos colocam não só mais motivados para as coisas do alto, mas nos coloca mais sintonizados com as coisas terrenas, e assim temos uma compreensão mais verdadeira da realidade possibilitando assim um discernimento maior do que é verdadeiro e construtivo daquilo que não constrói, no qual não vale a pena investir nossas energias.

Portanto, crer nas palavras de Jesus e procurar vivê-las no dia-a-dia da vida, são fonte de verdadeira alegria e de felicidade para quem a experimenta.