Professores, mestres do encantamento e do sentido da vida

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Professores, mestres do encantamento e do sentido da vida
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Em razão da criação das escolas primárias no Brasil pelo Imperador Dom Pedro I, a 15 de outubro de 1827 comemoramos nesta data o dia do professor. A primeira vez que foi festejada numa pequena escola de São Paulo foi em 1947, e em 1963 se oficializou como feriado escolar para todo o país.

Quatro professores justificaram esta mais que merecida homenagem, argumentando na necessidade de um dia de parada para evitar a estafa e também de congraçamento entre a classe, e ainda de planejamento prospectivo; eram eles: Alfredo Gomes, Antônio Pereira, Claudino Busko e Salomão Becker. Hoje assistimos sinais de desânimo, cansaço e descaso para com esta nobre profissão a serviço da educação integral e desenvolvimento pleno do ser humano, pois já dizia o poeta José Marti.

Ser cultos para ser livres. Alguns chegam a perguntar como vocês ainda estão ensinando nestas condições? Como nas saudosas normalistas, encontramos certamente nos professores uma grande reserva de amor, de idealismo e de esperança que os faz permanecer na luta e na firmeza de suas convicções e valores e assim contribuírem para um mundo melhor e mais justo, onde a educação das pessoas esteja em primeiro lugar para a Nação. Nestes dias enfrentam uma esdrúxula proposta chamada de lei mordaça, que quer transformar os professores em repetidores e domesticadores para formar consumidores e mão de obra barata.

É o projeto de uma escola não cidadã, que não fale de direitos humanos, do pluralismo e da inclusão. Abandona-se a consciência crítica, a visão humanitária e cristã, para adotar o partido do 1% que já domina o 50 % do mundo, da globalização que destrói a criação e expulsa os camponeses de suas terras, da violência contra a mulher, os negros, os índios e todos/as os que não fizerem parte da história oficial. Tornam-se mais do que nunca necessários professores que professem sua confiança no diálogo, educadores da não violência, geradores de cultura de paz e reconciliação, que vivam a arte do assombro e da interrogação fértil e a dinâmica do aprender-ensinando e do ensinar -aprendendo.

Minha bênção e reconhecimento a estes heróis da educação, da coragem e dos sonhos generosos como afirmava Martim Luther King, de um mundo sem racismo, desigualdades iníquas, e de opressão dos pequenos. Deus seja louvado!

Dom Roberto Francisco Ferreria Paz
Bispo de Campos (RJ)