Sexta-feira Santa – Paixão do Senhor

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Sexta-feira Santa – Paixão do Senhor
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A palavra de Deus nos apresenta a síntese da vida e ação de Jesus: Ele é o Servo que carrega os pecados da humanidade, o rei universal que dá a vida e o único Sacerdote e Mediador entre Deus e a humanidade.

A paixão revela o conteúdo da Hora de Jesus. No último sinal do evangelho de São João, o Filho do Homem conclui sua obra em favor da humanidade: “Está consumado”. Sua obra, de agora em diante será completada pelo Espírito, que Ele entrega: “Inclinando a cabeça, entregou o espírito”. A hora de Jesus provoca o julgamento. É o momento em que são postas às claras as opções que as pessoas fazem a favor ou contra Jesus.

O tribunal montado contra Jesus manifesta sua incapacidade de condená-lo. O Filho do Homem declara que sua realeza não se baseia no jogo de poder das realezas deste mundo, que fazem uso da força e da violência. A realeza de Jesus consiste em dar testemunho da verdade. Ele é rei porque cumpre até o fim a vontade do Pai que é a de amar de tal modo o mundo a ponto de enviar seu Filho único. São João ironiza e desmascara os poderes deste mundo, ressaltando ainda mais que a realeza de Jesus é diferente (“meu reino não é deste mundo”. Em outras palavras, para Jesus, exercer o poder é dar a vida.

Na cruz, Jesus atua plenamente a realeza, da qual se beneficiarão os povos (os soldados que repartem as vestes).

Jesus morre durante a preparação da Páscoa dos judeus. São João faz coincidir a morte de Jesus com o momento em que no Templo eram imolados os cordeiros para a Páscoa judaica. Com essa coincidência, ele ressalta que o verdadeiro Cordeiro Pascal é o que foi imolado na cruz, cujo sangue redime a humanidade, conferindo-lhe vida nova e de cujo corpo a nova humanidade irá se nutrir. O evangelista faz questão de lembrar que nenhum osso de Jesus foi quebrado, exigência que se fazia ao cordeiro pascal. Ele é o pão descido do céu, que dá a vida ao mundo. É o verdadeiro Cordeiro.

A memória desses acontecimentos pretende tornar presente e atual o sacrifício de Jesus, que veio para nos ensinar a viver, que sofreu enormemente por nós e que quer que sejamos felizes, alcançando a vida eterna e plena, mas quer e espera a nossa participação.