A cidade que precisava de um veterinário

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Ser feliz no trabalho realizado

Certa vez, em uma pequena cidade do interior, o grupo de jovens da paróquia estava reunido, num domingo de manhã.

O tema do estudo daquela manhã era vocação. Escolheram um assunto bem específico e concreto: Qual a maior necessidade da cidade em termos de serviço. Que tipo de profissão o povo estava precisando mais.

Eles se dividiram em grupos e começaram a apresentar serviços que a cidade precisava.Voltando ao plenário, foram anotando na lousa os resultados dos grupos.

O serviço que ganhou foi veterinário. A principal atividade do município era a pecuária, a criação de gado, de porcos, de frangos… E não havia nenhum veterinário na cidade. Sempre tinham de chamar profissionais de fora, os quais cobravam muito caro e não davam acompanhamento. Um rapaz, que cursava o último ano do Ciclo Básico, desse para todos: “Eu vou ser veterinário”.

Terminada a reunião, todos foram para casa. Na hora do almoço, aquele rapaz disse para a família: “Eu decidi o que vou ser: Veterinário”.O pai até parou o garfo no ar e disse, surpreso: “Eu nunca pensei que você fosse optar por esta profissão. Nós não temos nenhum veterinário na família!”. “Eu também nunca pensei, pai” respondeu o moço. E contou o que havia acontecido na reunião dos jovens. E concluiu: “O nosso município, pai, necessita de um veterinário, e eu acho que dou conta de desempenhar bem esta profissão”.

Este rapaz usou um critério inteiramente cristão na escolha do seu futuro. Seu critério não foi: Onde vou ganhar mais, mas: Onde posso servir melhor o povo. Deus nos chama também através das necessidades do povo. Se todo mundo agisse como esse rapaz, a sociedade e as Comunidades cristãs teriam todos os serviços de que precisam: Médicos, Padres, Ministros da Eucaristia, Irmãs religiosas…