“A mulher e a sociedade”

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A mulher e a sociedade

“Não há dúvida que a igual dignidade e responsabilidade do homem e da mulher justificam plenamente o acesso da mulher às tarefas públicas. Por outro lado, a verdadeira promoção da mulher exige também que seja claramente reconhecido o valor da sua função materna e familiar […]”

Na sociedade em que vivemos, cultuda pelo ‘machismo cultural’ e histórico, a mulher foi por muito tempo reduzida apenas às prendas do lar, em outras palavras:Rainha Doméstica do Lar.

Coube à Igreja a tarefa de relembrar ao mundo que o Homem e a Mulher foram criados à imagem e semelhança de Deus, portanto com igual dignidade. Apesar da diferença psico-física entre os dois, exercem uma complementaridade tal que os fazem cooperadores do Criador na geração da vida.

As atividades públicas e políticas – há algum tempo monopólio masculino – abriram-se e estenderam-se-se ao sexo feminino, onde a mulher com a sua afetividade e sensibilidade mais aguçadas, são capazes de vislumbrar muito mais além, as necessidades e carências de um povo.

Não se quer dizer, no entanto, que exercendo tarefas públicas ou não, a sua função materna e familiar é imprescindível. É aí que se encontra o equilíbrio para os filhos, convivendo e tendo como referência o Pai – racional; e a Mãe – emocional. Não que ambos não possuam estas características, mas cada uma delas se sobressai desta forma. “Portanto a Igreja pode e deve ajudar a sociedade actual pedindo insistentemente que seja reconhecido por todos e honrado no seu insubstituível valor o trabalho da mulher em casa.”

“Deve além disso superar-se a mentalidade segundo a qual a honra da mulher deriva mais do trabalho externo do que da atividade familiar.”  Esta mentalidade teve origem através do ‘movimento feminista’, que gerou grande discrepância em relação à dignidade humana, porquanto este feminismo pregava a igualdade entre o Homem e a Mulher. Houve como que uma fenda de separação, ocasionando uma COMPETIÇÃO, mesmo entre marido e mulher.

Urge que a sociedade como um todo, tome consciência do papel desenvolvido pela mulher em todos os sentidos, garantindo os seus direitos e acolhendo a sua dignidade.

Antonio Luiz Macêdo

Fonte: Familiaris Consortio

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