A prisão de Jesus

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Na piedade do povo santo de Deus e nas mais cristalinas tradições católicas na segunda-feira santa recorda-se em muitos locais a prisão de Jesus, com a Procissão do Depósito e o Sermão da Prisão de Jesus. Ilumina este momento de fé o Evangelho de São João 18,1-14. Neste ano, em virtude da pandemia do corona vírus, não se celebra esta procissão.

Estamos para celebrar nessa semana um dos maiores acontecimentos da história da humanidade e a “Semana Maior ou Santa” para nós católicos. Após última ceia, Jesus é preso e, todos os Apóstolos com medo correm e o deixam só. Desde o princípio Jesus sabia quem seria o traidor, aquele que o entregaria para ser preso às autoridades de Israel. O mal se apoderou do coração de Judas que por trinta moedas de prata entregou Jesus.

Durante a última ceia Jesus deu sinais de que sabia quem seria o traidor, e todos os outros discípulos se perguntavam quem seria dentre eles o traidor, e Jesus diz que aquele que seria o traidor ele daria o pão embebido no molho e Jesus entrega o pão embebido no molho à Judas Iscariotes e lhe diz faça logo o que tens a fazer e ainda os outros discípulos se perguntavam entre si o que de tão urgente Judas teria que fazer. Na verdade Judas foi encontrar com aqueles que deviam prender Jesus e acertar as trinta moedas de prata com eles.

Nesta mesma noite além da última ceia e do lava pés, Jesus antes de tudo se reuniu com os discípulos para rezar, cantaram hinos, salmos e cânticos judaicos e muitos salmos. E Jesus quis realizar a última ceia para dizer que sempre estaria presente em nosso meio até mesmo depois de sua morte, ele nos deixou em memória seu Corpo e seu Sangue e a cada Eucaristia relembramos este gesto de amor de Jesus por nós. Não é simplesmente um mero teatro que realizamos, repetindo palavras, mas em cada Eucaristia tornamos presente este mistério de amor.

Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, deu graças, partiu-o e o deu aos seus discípulos, dizendo: “Tomem e comam; isto é o meu corpo”. Em seguida tomou o cálice, deu graças e o ofereceu aos discípulos, dizendo: “Bebam dele todos vocês. Isto é o meu sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos, para perdão de pecados. Eu digo que, de agora em diante, não beberei deste fruto da videira até aquele dia em que beberei o vinho novo com vocês no Reino de meu Pai”. Depois de terem cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras. (cf. Mt 26,26-30).

Após tomarem a ceia conforme nos é relatado neste Evangelho de Mateus foram para fora no Monte das Oliveiras, em seguida chegou Judas Iscariotes juntamente com os guardas e Judas diz a eles, Jesus é aquele no qual eu darei um beijo e Jesus lhe diz: “Com um beijo tu entregas o Filho do homem”. Os outros apóstolos após Jesus ser preso caem por terra e depois fogem com medo, também para se cumprir a escritura que diz não ferirão nenhum daqueles ao qual me confiastes. Após ser preso Jesus é levado para ser julgado diante de Pôncio Pilatos. Julgado unicamente por ter feito o bem e curado muitas pessoas e, com isso, anunciado o Reino de Deus.

Quantas vezes nós também somos julgados por unicamente ter anunciado o amor, por ter feito o bem aos outros. Muitas vezes somos injustiçados assim como Jesus, mas ele se entrega por amor à Deus e a nós. Entrega-Se livremente à paixão e morte e sabia que era necessário que isso acontecesse para que o Reino de Deus se completasse.

Na verdade, quem condena Jesus são as autoridades de Israel, os sumos sacerdotes, o acusavam de ter violado o Sábado, de ter feito curas em dia que não era para fazer, ou seja, condenado por ter feito o bem. Entregam o Justo a morte. E tudo aquilo que foi profetizado na escritura para acontecer com Jesus acontece, nele se cumpre as Profecias, se completa a realização do Reino. O próprio Pôncio Pilatos, autoridade política, lava as mãos: não quis se sentir culpado pela condenação e morte de Jesus, ele atende o pedido dos Sumos Sacerdotes e Anciãos de Israel e liberta um prisioneiro que era bandido e que foi condenado a alguns anos de cadeia e condena Jesus a Morte.

A condenação de Jesus para alguns foi de cunho político, porque eles achavam que o reinado de Jesus era aqui da terra, que ele veio para ser o novo rei de Israel, mas pelo contrário, o reinado de Jesus não era deste mundo, era do alto. Não era um reinado autoritário e que menosprezava os mais pobres, Jesus veio para acolher a todos, ensinando o amor e a misericórdia e que todos de coração sincero poderiam ser aderidos nesse reino, que é o amor de Deus. Jesus de fato é Rei, mas um rei diferente de todos aqueles que tiveram em Israel.

Após ser preso e condenado ao martírio, a morte na cruz, lhe vestem um manto vermelho, o colocam na cabeça uma coroa de espinhos, o esbofeteiam, insultam e o colocam no caminho do monte calvário, ao encontrar as mulheres de Jerusalém Eles lhe diz “não choreis por mim, choreis por vós e vossos filhos”. Jesus suportou o peso da Cruz rumo ao “Calvário”, até ser pregado na Cruz e entregar o seu espírito.

Jesus sofreu em silêncio, como o “servo sofredor” relatado por Isaías no Antigo Testamento e que vamos observar nas leituras desta semana na Missa. Como inocente foi levado a morte, como uma ovelha é levada ao matadouro. Os “injustos” levaram a morte o “justo”. Assim como na história da Sagrada Escritura, os maus perseguiam os bons ou os injustos perseguiam os justos. Jesus foi condenado por isso, porque era justo e denunciava aqueles que praticavam o mal. E esses é claro o condenaram.

Ele se entregou por nós, por amor a humanidade, livremente para nos salvar do pecado e até hoje não nos abandonou, enviou o seu Espírito que nos acompanha até os dias de hoje e por meio desse mesmo Espírito podemos em cada eucaristia atualizar esse mistério de amor por nós.a

Ainda mais agora com a pandemia e as restrições de mobilidade é mais uma oportunidade de ficarmos em casa acompanhando pelas emissoras católicas todas celebrações da Semana Santa, rezando pela saúde de todos e que o Espírito Santo possa iluminar  os cientistas para encontrar uma vacina que nos defenda desse vírus que nos assola. E pedindo por nós e nossas famílias, pedindo paz, amor e proteção. E que Jesus possa ressuscitar nas nossas casas no meio de nossas famílias trazendo-nos vida nova.

Que Deus nos abençoe e nos envie o seu Espírito para entendermos e compreendermos o tempo que estamos vivendo e que logo possamos voltar as nossas rotinas normais tendo certeza de que voltaremos melhores e com mais empenho no seguimento de Jesus e com uma bela participação em nossos templos sendo sempre mais a Igreja que semeia esperança.

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ