Confiar em Deus, como São José!

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natal, Confiar em Deus

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A liturgia deste domingo diz-nos, fundamentalmente, que Jesus é o “Deus-conosco”, que veio ao encontro dos homens para lhes oferecer uma proposta de salvação e de vida nova. Neste quarto domingo do Advento a Liturgia coloca em evidência a pessoa de São José.

Junto com Maria Santíssima, plena da graça de Deus, estamos celebrando este quarto domingo do Advento que proclama a chegada do Emanuel: Deus Conosco. A verdadeira e definitiva salvação é um dom que o próprio Deus nos traz, vindo a nós!

Na primeira leitura(cf. Is 7,10-14), o profeta Isaías anuncia que Deus é o Deus que não abandona o seu Povo e que quer percorrer, de mãos dadas com ele, o caminho da história… É n’Ele (e não nas sempre falíveis seguranças humanas) que devemos colocar a nossa esperança.

O Evangelho(cf. Mt 1,18-24) apresenta Jesus como a encarnação viva desse “Deus conosco”, que vem ao encontro dos homens para lhes apresentar uma proposta de salvação. Contém, naturalmente, um convite implícito a acolher de braços abertos a proposta que Ele traz e a deixar-se transformar por ela. No Evangelho de Lucas, o Anjo pede a Maria para dar nome à criança(cf. Lc 1,31).

No Evangelho de Mateus o Anjo pede a José para dar o nome de Jesus à criança(cf. Mt 1,21). Mateus diz que José era marido de Maria(cf. Mt 1,19), mas, na verdade, era apenas noivo(cf. Mt 1,18); segundo a Lei e os costumes dos judeus, o noivado já era um compromisso matrimonial firme, e os desposados eram considerados marido e mulher. Por que José, sendo um rapaz bom, justo(cf. Mt 1,19) e que conhecia perfeitamente e confiava na fidelidade e honestidade de Maria, pensou em abandoná-la secretamente? O que seguramente levou José a ser tentado a repudiar Maria foi a dificuldade de entender o mistério que a ação de Deus estava realizando em sua noiva.

Os teólogos entendem que São José sabia o segredo da concepção virginal de Maria, no entanto, sentia-se indigno de participar deste mistério e não conseguiu entender seu papel na missão de Maria, visto não ser ele o pai da criança que o próprio Deus havia gerado em sua mulher(cf. Mt 1,20-21).

Pensava que era indigno de tomar a esposa do Espírito Santo como sua esposa e muito menos ter condições de educar o Filho de Deus(cf. Mt 1,22-23); por isso, não queria intervir nos planos de Deus a respeito de Maria, sua noiva, José não se sentia capaz de desempenhar com responsabilidade e dignidade esta missão de viver ao lado dos dois e ser responsável por eles. Deus escolheria outro homem com maior capacidade e dignidade para compreender tal missão(Cf. Mt 1,20b).

Certamente naquela noite José estava decidido a deixar Maria, quando o Anjo lhe diz em sonhos que na verdade realmente ele, José, era o escolhido, e não outro! Coragem! É você mesmo quem Deus escolheu para ser o pai legal da criança. Nada de medo(cf. Mt 1,20b). Jesus entrou na genealogia davídica(cf. Mt 1- 20,24). José vence a prova! Vence a tentação do recuo ante tamanha responsabilidade. Confia na palavra de Deus, acredita naquele que o chamou, pois sabe que quem lhe dará capacidade para viver sua vocação será o próprio Deus. São José é apresentado neste quarto Domingo do Advento como uma exemplo de pessoa verdadeiramente confiante e disponível nas mãos de Deus.

Na segunda leitura(cf. Rm 1,1-7), sugere-se que, do encontro com Jesus, deve resultar o testemunho: tendo recebido a Boa Nova da salvação, os seguidores de Jesus devem levá-la a todos os homens e fazer com que ela se torne uma realidade libertadora em todos os tempos e lugares.

Pai, ajuda-me a contemplar tua ação maravilhosa em relação à concepção de teu Filho Jesus. Que eu reconheça nela tua oferta gratuita de salvação para toda a humanidade. São José, o homem justo, fiel e humilde, compreendeu o desígnio do Pai para com a humanidade e colaborou para que ele fosse realizado. São José confiou em Deus! E nós, como estamos diante do presépio? Assim como aconteceu com São José ontem, hoje continua a palavra de Deus sendo dirigida para nós. Não tenha medo de receber o estrangeiro, o pobre, a viúva, o órfão, o migrante, o sem teto, o drogado, o doente. Ame-o, assim você transformará a sua vida e salvará sua alma da morte eterna. E assim, celebrarás o verdadeiro Natal. Emanuel quer dizer “Deus está conosco”.

Vamos caminhando com coração aberto para o Natal para que Jesus de fato nasça em nosso coração,  porque nós confiamos que Jesus é o Redentor da humanidade e que fez morada entre nós para nos salvar!

+ Eurico dos Santos Veloso

Arcebispo Emérito de Juiz de Fora, MG