Encontro de perseverança: 14 desigualdade

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encontro de perseverança para adolescentes

(Exclusão/Descriminação/Preconceito/Violência)

     Ao iniciar o encontro, ANTES DE DIZER O TEMA, realizar a dinâmica 1. Dinâmica 1

Material: Balas ou BIS.

 Estando todos sentados, o catequista diz que trouxe alguns doces. E entrega para os participantes do encontro de forma descontraída, porém essa entrega é DESIGUAL. O catequista vai dar para uma pessoa 3 doces, a outra não vai receber nada, a outra vai receber apenas um doce… Enfim, alguns vão receber doce em excesso, outros vão receber doce só para ele, e outros nem vão receber doce!

 Perceber a reação dos participantes, provavelmente os que não receberam vão reclamar, e os que receberam vão gostar. Será que vão brigar? Ou vão dividir?

             Após discussão, todos recebem doces e o encontro tem seu início.  

 Todos os seres humanos são iguais à medida que tem origem no mesmo e único amor criativo de Deus. Todos os seres humanos têm em Jesus Cristo o seu Salvador. Todos os seres humanos estão ordenados a encontrar em Deus a felicidade e a eterna bem aventurança.

 Assim, todos são irmãs e irmãos. Os cristãos devem viver a solidariedade, não apenas com os outros cristãos, mas com todos os seres humanos. Todos devem SE OPOR a desintegração de famílias, a descriminação, a exclusão, ao preconceito, a violência, ou seja, a falta de amor. 

Porque existe desigualdade entre as pessoas?

 Todas as pessoas tem igual dignidade, porém, nem todas se acham nas mesmas condições de vida. A desigualdade entre as pessoas encontra-se em contradição com o Evangelho. Deus remete-nos uns para os outros ao munir-nos de dons e de talentos diferentes: no amor cada um deve compensar a carência do outro!  PERANTE DEUS, TODAS AS PESSOAS SÃO IGUAIS.

 MAS… Existe uma desigualdade entre as pessoas que não provém de Deus, mas resulta dos comportamentos sociais, sobretudo da injustiça do mundo de hoje, injustas diferenças de oportunidade e de distribuição de capital.

 A exclusão, pobreza, fome e crime são “ciclos”, tristes, e muitas vezes não é escolha do individuo. São famílias desestruturadas, falta de educação, princípios não orientados, falta de estudos e consequente falta de oportunidade. 

     Você como cristão deve ser um alerta: amar o próximo como a ti mesmo, ajudar, possibilitar a vida, solidarizar, partilhar!

 Quem é cristão LUTA por estruturas sociais justas, de forma que todos tenham acesso aos direitos. O salário deve ser justo. 

 Cristão tem solidariedade: Solidariedade é o sinal prático por que é reconhecido um cristão. Ser solidário, de fato, não é apenas um mandamento racional. JESUS CRISTO identificou-se totalmente com os pobres e os mais pequenos (Mt 25,40). NEGAR-LHES A SOLIDARIEDADE SERIA REJEITAR JESUS. Transmitir a FÉ e evangelizar também é um ato de solidariedade.  

 O amor aos pobres tem de ser, em todos os tempos, o distintivo do cristão. Não se trata apenas de lhes dar esmolas, os pobres tem direito a justiça. Além do mais, cristãos tem o dever de PARTILHAR os seus bens, Cristo é o modelo do amor aos pobres. Devemos acolher os mais necessitados com grande atenção e amor. “Quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizeste”. 

 Realidade atual: Você reclama muito da sua vida? Você acha que os bens materiais, as roupas, a condição social é importante para mostras as outras pessoas?

Você tenta ser superior e mostrar aos outros?

                Simplicidade    e    humildade    te    tornam    uma    pessoa    muito    melhor.

“Enquanto não se eliminar a exclusão e a desigualdade social, na sociedade e entre vários povos, será impossível erradicar a violência. Acusamos os pobres […] da violência, mas, sem igualdade de oportunidades, as diferentes formas de agressão e de guerra encontrarão terreno fértil que, tarde ou cedo, provocará a explosão”, escreveu o papa Franscisco na exortação apostólica “Evangelii Gaudium”

 Discriminar significa fazer distinção. Mas porque excluir e fazer distinção se SOMOS TODOS IGUAIS PERANTE DEUS?

             Existem vários tipos de discriminação:

  • Social                    • Por idade
  • Racial                    • Nacionalidade
  • Religiosa               • Orientação sexual
  • Sexual                    • Deficiência de saúde  Preconceito é um pré-conceito, uma opinião que se emite antecipadamente, sem conter com informação suficiente para poder emitir um verdadeiro julgamento, fundamentado e raciocinado. São opiniões individuais. O preconceito pode levar à discriminação, à marginalização, à violência e morte. 

Dinâmica 2: Diferenças entre pessoas.?

Material: Etiquetas autocolantes com frases como:

SOU CRIATIVO: OUÇA-ME
SOU INFERIOR: IGNORE-ME
SOU PREPOTENTE – TENHA MEDO SOU SURDO(A) – GRITE
SOU PODEROSO(A) – RESPEITE
SOU ENGRAÇADO(A) – RIA
SOU SÁBIO(A) – ADMIRE-ME
SOU ANTIPÁTICO(A) – EVITE-ME
SOU TÍMIDO(A) – AJUDE-ME
SOU MENTIROSO(A): DESCONFIE
SOU MUITO PODEROSO(A): BAJULE-ME
SOU IMPORTANTE – APERTE MINHA MÃO
SOU BONDOSO   E AMIGO – ABRACE-ME
SOU DEFICIENTE – ME ISOLE
SOU FEIO(A) – AFASTE-SE DE MIM
SOU POBRE – IGNORE-ME
SOU LINDO(A) – DIGA-ME OI
SOU INTELIGENTE – ME FAÇA UM ELOGIO ME DESEJE PARABÉNS ME FAÇA UM CARINHO

Explicar ao grupo que farão uma atividade onde serão coladas etiquetas na testa de cada um e que ninguém pode ver o que está escrito em sua testa, nem os  poderá falar o que está escrito na testa dos outros.

  1. Colocar as etiquetas na testa de cada um. Reforçando que não poderão saber o que está escrito e que nem um participante pode contar ao outro o que está escrito.
  2. Após todos estarem devidamente “rotulados”, pedir para que andem pela sala e interajam uns com os outros de acordo com o que está escrito na testa de cada um.

Isto é, se comportando de acordo com o que está escrito na testa de cada um dos participantes.

  • Deixar que interajam por volta de 5 minutos.
  • O facilitador deve observar atentamente as reações e clima gerado pelo exercício para que tenha subsídios para fomentar a discussão posterior.
  • Após esse período cessar a atividade e pedir para que sentem. Mas, não tirem a etiqueta. Vale a norma de não saber o que estava escrito em sua testa nem comentar o que está escrito na testa dos outros participantes.
  • Perguntar a cada participante, individualmente:

. Que sentimentos teve durante a atividade? Sentiu-se bem? Pressionado? Deslocado? Confortável?

.Como os outros participantes reagiram com você. Como se sentiu em relação a eles.

. O que acha que está escrito em sua testa?

– Pedir para que tire sua etiqueta e olhe o que está escrito.

. Era isso que esperava que estaria escrito? A atitude que tiveram com você foi justa? Agora que sabe o que estava escrito, seu sentimento em relação a como lhe trataram mudou?

7-     Ao término de todos os depoimentos, perguntar:

  • O que podem extrair dessa experiência?
  • O que acarreta esse tipo de situação: Preconceitos? O hábito que temos de Rotular as pessoas? A própria pessoa não ter autoconfiança e autoestima e irradiar essa energia para os outros?
  • O que ocorreu durante a atividade, pode acontecer em nosso dia a dia?
  • As pessoas que foram discriminadas, como se sentiram? O que poderiam fazer para não se sentirem assim?
  • As pessoas que se sentiram desconfortáveis. O que poderiam fazer para se sentirem melhor?
  • Finalizar com abraços, dizendo: “TE AMO COMO A MIM MESMO”.


Autoras:
Carolina Oliveira, Gabriely Bataier, Julia Bonache, Paloma Frasson, Vanessa F.Damasceno.

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