Mãe ganha sorvete e nem o prova

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Certa vez, em um sábado à tarde, um pai convidou seus quatro filhos pequenos para entrarem no carro e passear com ele no centro da cidade. Ele fazia isso todos os sábados que podia. O objetivo era deixar a esposa em paz, pelo menos algumas horas na semana. Ele tinha dó da esposa, por agüentar aquela barulheira de criança a semana toda.

Naquela tarde fazia calor. Logo que chegaram à praça central da cidade, as crianças viram um sorveteiro e foram logo tomar sorvete. Divertiram-se à vontade.

Quando chegou a hora de voltar para casa, os quatro entraram no carro. O pai perguntou: “Vocês não vão levar um sorvete para a mamãe?” “Sim, vamos.” Voltaram e compraram uma tacinha, com a colherinha junto.

Ao chegar em casa, deram o sorvete para a mãe. Mas cada um queria provar do sorvete. E a mãe, alegre, foi dando uma colherinha para cada filho.

De repente, o sorvete acabou, sem que ela sequer o tivesse provado. E o mais interessante é que ela não percebeu, de tão feliz que estava, ao ver os filhos alegres.

O pai, que permanecia ali perto e observava, pensou comovido: Não existe no mundo amor maior que o de mãe.

O amor de mãe é o mais belo retrato do amor de Deus por nós. “Acaso uma mulher esquece o seu neném, ou o amor ao filho de suas entranhas? Mesmo que alguma se esqueça, eu de ti jamais me esquecerei!” (Is 49,15). Que o nosso amor a Deus seja assim também.