Não sou do mundo, sou de Jesus

469
sou de Jesus não sou do mundo

Catecismo da Igreja Católica, nos números 574 e 575, vai nos trazer o seguinte: Desde o início do ministério público de Jesus, fariseus e adeptos de Herodes, com sacerdotes e escribas, mancomunaram-se para matá-lo. Por causa de certos atos por ele praticados (expulsão de demônios, perdão dos pecados, curas em dia de sábado, interpretação original dos preceitos de pureza da Lei, familiaridade com os publicanos e com os pecadores públicos), Jesus pareceu a alguns mal-intencionado, suspeito de possessão demoníaca. Ele é acusado de blasfêmia e de falso profetismo, crimes religiosos que a Lei punia com a pena de morte sob forma de apedrejamento.

Muitos atos e palavras de Jesus constituíram, portanto, um “sinal de contradição” para as autoridades religiosas de Jerusalém – que o Evangelho de São João com frequência denomina “os judeus” –, mais ainda do que para o comum do povo de Deus. Sem dúvida, suas relações com os fariseus não foram exclusivamente polêmicas. São os fariseus que o previnem do perigo que corre (cf. Lc 13,31). Jesus elogia alguns deles, como o escriba de Mc 12,34, e repetidas vezes come com fariseus. Jesus confirma doutrinas compartilhadas por essa elite religiosa do povo de Deus: a ressurreição dos mortos, as formas de piedade (esmola, jejum e oração) e o hábito de dirigir-se a Deus como Pai, a centralidade do mandamento do amor a Deus e ao próximo.

Ser um “sinal de contradição” perante o mundo

Tendo em mente esse ensinamento do Catecismo da Igreja, de que muitos atos e palavras de Jesus foram um “sinal de contradição” para os fariseus, convido você a orarmos neste mês da Bíblia com a Sagrada Escritura.

Assim como Nosso Senhor, eu e você também somos chamados a ser um “sinal de contradição” perante o mundo, por isso, vamos orar com essa passagem bíblica, a partir dessas palavras de Jesus: “Eu lhes dei a tua palavra, mas o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como eu não sou do mundo. Eu não rogo que os tires do mundo, mas que os guardes do maligno. Eles não são do mundo, como eu não sou do mundo” (Jo 17,14-16).

Alicerçados nessa Palavra de Deus, tomemos posse dessa verdade: nós não somos do mundo, somos de Jesus. E Ele, por sua vez, roga ao Pai por cada um de nós, para que sejamos guardados das investidas do demônio.

Proclamemos ao longo dessa semana: “Não sou do mundo, sou de Jesus”. E assumamos ser um “sinal de contradição” aos olhos dos homens, pois queremos viver não conforme o sistema do mundo, mas sim conforme nos ensina o Santo Evangelho.

Um forte abraço!

Alexandre Oliveira

Membro da Comunidade Canção Nova, desde 1997,  www.cancaonova.com